segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Valor da cesta básica cai em outubro, diz Procon-SP

Maria de Lourdes Chagas - Agência IN

SÃO PAULO, 9 de novembro de 2009 - O valor da cesta básica de outubro apresentou queda de 0,12%, revela pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, em convênio com o Dieese. O preço médio da cesta, que em 30 de setembro era de R$ 283,30, passou para R$ 282,96 em 30 de outubro.

Dos 31 produtos pesquisados, 16 apresentaram queda, 13 altas e dois mantiveram-se estáveis. O grupo Alimentação foi o único que apresentou queda, -0,35%. Os grupos Higiene Pessoal e Limpeza apresentaram variação positiva de 0,61% e 1,09%, respectivamente.

Entre os produtos que compõem o grupo Alimentação, destacamos os que registraram as maiores quedas de preço neste mês: feijão carioquinha - pac. 1kg (-4,98%); ovos brancos - dz (-4,46%); frango resfriado inteiro - kg (-4,37%); batata - kg (-3,95%) e queijo muzzarela fatiado - kg (-3,47). Cabe destacar também o arroz - pac. 5kg (-2,47%), que foi o segundo produto que mais pressionou a queda no período. O maior aumento de preço foi o da cebola - kg (20,16%).

A variação no ano é de -1,68% (base 26/12/2008), e nos últimos 12 meses, de -4,79% (base 30/10/2008).

O último recorde da cesta básica desde o Plano Real foi de R$ 305,30, em 23 de julho2008.

É importante salientar que os aumentos ou quedas de preço dos produtos que compõem a cesta básica nem sempre estão atrelados a algum desequilíbrio entre oferta e demanda, motivado por razões internas (quebras de safra, política de preços mínimos aos produtores, conjuntura econômica do país, etc.) ou por razões externas (mudanças no cenário internacional, restrições políticas ou sanitárias às importações brasileiras, etc.).

As alterações de preços, especialmente as de pequena magnitude, podem refletir tão somente procedimentos adotados por determinados supermercados da amostra, seja para estimular a concorrência, para se destacar em algum segmento, ou simplesmente para "desovar" estoques através do rebaixamento temporário dos preços.

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